Cidadania também se aprende na escola

Cidadania também se aprende na escola

Temas como água, lixo e consumo consciente trabalhados na EM Augusto Staben, de Campina Grande do Sul, fizeram com que a professora Expedita Estevão fosse a grande vencedora do Concurso Cultural Ler e Pensar 2017

Qual é o destino que você dá para o seu óleo de cozinha usado? No Brasil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, menos de 1% do óleo utilizado pela população recebe o descarte correto. O dado é alarmante se levarmos em conta que cada litro pode contaminar até 20 mil litros de água, poluindo rios e afluentes importantes para a natureza.

Essa foi a pergunta norteadora do trabalho realizado pela professora Expedita Estevão, da Escola Municipal Augusto Staben, em Campina Grande do Sul. “Durante o projeto que estamos desenvolvendo sobre meio ambiente surgiu a curiosidade sobre o descarte correto de óleo. Os alunos ficaram muito preocupados, pois falaram que em suas casas o óleo é descartado na pia, no vaso sanitário ou no quintal”, contou Expedita.

A partir daí, alunos e professora pesquisaram a melhor forma de descartar o resíduo e a resposta estava em uma matéria da Gazeta do Povo intitulada “Uma ideia azul contra a poluição”. A reportagem é sobre uma iniciativa paranaense chamada Oliplanet, um instrumento que facilita a separação do óleo para descarte.

A descoberta chamou a atenção de toda a comunidade escolar, que resolveu entrar em contato com o Instituto Ecossolidariedade. Lá, foram informados que o projeto da Oliplanet arrecada os resíduos de óleo de cozinha e vende para que sejam transformados em biocombustível. O dinheiro arrecadado é todo revertido ao tratamento de dependentes químicos. O contato foi tão proveitoso que hoje a escola se tornou um ponto de coleta para a Instituição fabricante do Oliplanet.

Transmissão de conhecimentos

Após o estabelecimento da parceria, faltava educar os pais e a comunidade escolar sobre a importância da coleta de óleo. A turma da professora Expedita elaborou cartazes e folhetos e realizaram uma blitz educativa na cidade, com o apoio da Guarda Municipal.

Para a professora, o mais importante do trabalho foi o exercício da cidadania. “O Ler e Pensar possibilitou aos alunos exercer a cidadania na prática. Preocupados com o meio ambiente, repassaram o que aprenderam e contribuíram para uma vida melhor na comunidade que integram”, disse.

Com certeza, foram muitos aprendizados e conquistas não só para a professora, que foi vencedora do Grand Prix do Concurso Cultural Ler e Pensar de 2017, mas também para sua turma e para a comunidade escolar, que puderam desenvolver a cidadania de maneira transformadora.